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CARPE DIEMA vida é igual ao chocolate: cada momento deve ser saboreado como se fosse o último 8월 10일 Causos de viagens - Floresta/Cabrobó (PE)A curiosidade foi tão grande que resolvi voltar para rever o Velho Chico na segunda quinzena de julho. Desde a última vez que o vi (junho de 2007), muita coisa mudou. Fui pelo jornal fazer uma matéria sobre a Transposição do Rio São Francisco, publicada no dia 28 de julho. Percorremos mais de 600 quilômetros de estradas (muitas em péssimas condições), até as cidades de Floresta e Cabrobó, Sertão pernambucano, onde estão acontecendo as obras. Na verdade, neste texto não vou contar da matéria por si só, mas os bastidores, os causos de viagens!
Cheguei ao jornal, em um domingo, por volta das 8h. Horário não muito agradável para sair de casa, mas a empolgação era tamanha que nem estava me importando com isso. Minutos depois, hora de pegar a estrada (BR-232). Assim que entrei no carro, começou o primeiro causo. Tive que viajar cerca de cinco horas com o encosto do banco traseiro afundado, ou seja, fiquei com a minha coluna toda torta, rezando para chegar logo nas nossas paradas para esticá-la. O mesmo aconteceu na volta. Motivo: era o único carro que tinha acabado de chegar da revisão! (hunf!) Até ai, tudo bem. Nada de mais. O momento mais tosco da viagem foi quando chegamos em Floresta, ao entardecer. Todos (eu, o motorista e o fotógrafo) estavam loucos para chegar ao hotel, tomar um bom banho e dar uma relaxada. Sonho não realizado. O hotel mais lembrava um cortiço abandonado! Pelo que percebi, parecia que o tal “estabelecimento” estava em reforma e o dono não tinha grana para terminar. Em um dos comunicados localizados nas portas dos quartos, havia uma justificativa datada há anos. Criamos coragem e resolvemos entrar. Fiquei na expectativa de que, pelo menos, o quarto seria mais agradável, mas me enganei. Quase tive um ataque de claustrofobia quando entrei e a atendente (?) fechou a porta. Logo corri para abrir a janela, precisava respirar. Fui tomar um banho, mas o banheiro mal me cabia. Era preciso fazer uma ginástica para conseguir me ensaboar. A equipe logo saiu para jantar, pois estávamos famintos e não conseguíamos permanecer muito tempo nos quartos. Antes de sairmos, o fotógrafo e o motorista resolveram mudar de quarto, porque não estavam se sentindo muito bem no que estavam, devido ao mofo nas paredes. Na volta, o susto! Eles foram atacados por formigas. Não eram aquelas que aparecem do nada em nossas casas, mas centenas desses insetos, daquelas bem pretas, que tentavam entrar no quarto dos meninos. Se demorássemos um pouco mais, ambos seriam carregados. Inseticidas nelas! Depois de uma noite mal dormida, ao som de gafanhotos e com medo das formigas, acordamos para a primeira jornada de trabalho. A primeira parada foi na prefeitura da cidade. Queríamos falar com o prefeito, mas não estava no momento e fomos atendidos por uma de suas secretárias municipais. Enquanto conversava com a “autoridade”, o fotógrafo resolveu preparar a câmera fotográfica. De repente, a secretária para de me olhar e presta mais atenção no fotógrafo que tinha feito um movimento brusco com os braços e uma das pernas. Assustada ela perguntou: “Algum problema?” O fotógrafo respondeu: “Não, senhora. Foi um gafanhoto que saiu do bolso da minha bolsa! Não se preocupe que não é uma barata!” Todos nós rimos! Segundos depois, a secretária perguntou onde estávamos hospedados. Falamos o nome do hotel e ela fez um sinal negativo com a cabeça, dizendo: “Moro perto de lá... Meu deus, eles ainda não fizeram dedetização.” Bom, não preciso falar mais nada, não é? 3월 4일 Contato desagradávelMal educados e grossos. É assim que defino os nossos “primos” lingüísticos, os portugueses. Soube de muitas histórias sobre a má impressão que eles repassam, principalmente, com os brasileiros. A ignorância é tamanha que nos custa a acreditar, até passar por situações que comprovem o fato. Ainda não consegui encontrar o motivo para ter tanto desgosto conosco. O que tranqüiliza é que a frieza e a distância, marcas registradas deles, também ocorrem com outras nacionalidades.
Para chegar a Madrid, fiz um vôo em que precisava fazer conexão em Portugal. No avião, a tripulação era toda composta por “primos”. Já os passageiros, não tinham como definir. Parecia que estava dentro de uma versão mais moderna da arca de Noé, gente de tudo que é lugar do mundo. Ao sentar, o que mais me chamou a atenção é que cada passageiro tem uma tela na poltrona da frente para o momento de lazer (jogos, filmes, músicas), também, são seis horas e meia de vôo.
Pobre não tem jeito mesmo. Acostumada apenas a fazer vôos domésticos, tive um pouco de dificuldade de utilizar o aparelho, mas nada como depois de uns toques de treinamento para entender a tecnologia. De repente, a tela se apaga e não queria funcionar de forma alguma. Chamo o comissário para me ajudar. Quando ele se aproximou, eu disse: “A tela apagou e não quer mais voltar”. O que escutei: “Já quebraste?”. Meu sangue subiu a cabeça e, educadamente, respondi que não. Ele tentou mexer em alguns botões e disse que iria ver na central e voltaria.
Depois de alguns minutos, ele retornou todo “ave Maria”, mas sem graça, pelo menos para mim. O comentário: “Isso é igual a um computador. Tu tens um? Aperte na tela devagar, pois ele é do interior e lento para pensar”. Fiz-me de idiota. Não ia chegar ao ponto de bater boca e me rebaixar a esse nível de ignorância. O pior de tudo é que não acaba por ai. No desembarque, escutei uma gracinha que, por pouco, não mando a pessoa para o raio que o parta. Veja: “Tchau, bom dia. Ah, na próxima vez, cuidado para não quebrar novamente”.
Ao desembarcar, o meu coração começou a acelerar. Estava chegando ao setor de migração. Pensei: “É só mostrar a documentação e tudo dará certo”. Fiquei perturbada com as notícias de brasileiros deportados nos últimos dias. Então, tirei toda a documentação da bolsa para facilitar e esperei a minha vez na fila. Rapidamente, me chamaram. Após dar um simpático “bom dia”, recebo uma resposta fria como a temperatura que estava a 10° C. O homem português me fez algumas perguntas básicas, como para onde estava indo, o que farei e quanto tempo permanecerei.
Até ai, tudo bem. Mas um comentário preconceituoso feito por ele me deixou constrangida e morrendo de vontade de respondê-lo a altura. Quando disse que iria para Madrid estudar espanhol, o português falou: “Por que os brasileiros vivem querendo aprender outra língua se não sabem nem falar português direito?”. Em seguida, ele carimbou o meu passaporte sorrindo, achando a coisa mais engraçada o que tinha dito a mim. Simplesmente, recolhi a documentação e perguntei: “Obrigada. Onde pego a conexão para Madrid?”. 10월 24일 Causos de viagens - Quipapá (PE)Deixo, aqui, publicado um momento único vivido em decorrência do meu trabalho. O autor é Ed Ruas, um grande amigo que me aguenta há seis anos e vice-versa!
Ao optar pelo Jornalismo, levei em consideração a rotina diferenciada das demais profissões. No entanto, em determinadas circunstâncias, os acontecimentos diários se tornam calvários, surreais, tragicômicos (profundo...). A nossa “aventura” inclui como personagens: o super-motorista Maurício Cabeça, Costa Neto Assolan, Rafaela A Guiar e eu. No encalço do nosso governador do Estado, seguimos às pressas, como sempre, para o município de Quipapá. Longe pra burro.
Mesmo com as reclamações do pobre Cabeça que chegou ao trabalho às 7h, saindo apenas às 23h30, e a soneca “quebra-pescoço” de Assolan, a nossa estória terá como personagem principal Rafita. Quem me conhece sabe que tento ser cavalheiro, ou seja, me dei mal no banco de trás do Uno sem ar-condicionado do lado sol. Percebi também nessa empreitada que as pessoas têm mais distúrbio do sono do que eu. Rafinha que não é besta tratou de se esticar com sua linda “juba” virada pro meu lado que recebeu carinhosos cafunés enquanto eu comia cabelo por mais de uma hora. A tranqüilidade em ressonar ao desfrutar do colo foi tão intenso que, quando acordou, a moça estava com uma tatuagem na bochecha, em alto-relevo, que dizia: Technos.
Depois da correria e confusão para encontrar o caminho, algo comum, conquistamos nosso destino. Eu me orgulho disso: conhecer 97 dos 195 municípios de Pernambuco. Quipapá não fugiria ao design arquitetônico convencional. Uma Igreja. Uma praça em frente à Igreja e todos órgãos da cidade alojados em torno dessa praça. Após três horas de viagem – e alguns mililitros de Coca-cola – o óbvio. Primeira parada: banheiro! O simples ato de urinar tornou-se uma peregrinação.
A Câmara dos Vereadores, que receberia o governador, só possuía um banheiro, que estava “reservado” ao chefe do Estado. Fomos a um bar ao lado – que deveria abrigar todos os “papudinhos” parlamentares –, mas estava com o sanitário interditado, em reforma. Começamos a buscar com aquela agonia “apertada” um local para expurgar o líquido fisiológico. Avistamos a sede da Compesa e, para nossa surpresa, lá não tinha água. Estranho, né? Já com a esperança de quem procura sombra no deserto, um senhor nos levou a uma pousada, aparentemente fechada, que acolheu nossa invasão desesperada.
Com as bexigas aliviadas, tivemos duas notícias maravilhosas. Primeira: o governador iria atrasar. Algo normal no dia-a-dia, mas angustiante para quem estava a quilômetros de distância de casa. Segunda: o evento, como num passe de mágica, desdobrou-se, com direito a comício em cima de trio elétrico. Eu e Rafa nos entreolhamos e descobrimos que nossa idéia inicial de bater matéria, em Recife, acabava de voar pelos ares.
Pouco tempo depois, veio o momento de descontração. Nossa repórter foi assediada. Não estamos falando de um matuto com cigarro de palha no bico, nem de um editor da Gazeta Mercantil que estava lá de férias e encontrou a repórter que procurava por toda a vida. Presenciamos um sorriso farto de uma menina – que dei o nome de Creuza, apesar de não ser tão feia – que com uma voz mansa e câmera digital na mão disparou: “A senhora pode me dar o prazer de tirar uma foto com você?”.
Os olhinhos da menina brilhavam, pois o mundo era dela naquele momento mágico. Prontifiquei-me a registrar o momento único. Que euforia senti! Como imaginava, a menina era estudante de Jornalismo. Acredito ter sido a primeira vez que a jovem via uma repórter profissional. Delirante. Êxtase total. Cheguei a escutar os sinos da Igreja. Só faltou o autografo. Rafaela não se continha. Riu bastante e no canto do rosto mostrava a face de quem viveu um momento de celebridade.
Ainda sofremos ao acompanhar a “cerimônia” montada com banda marcial escolar, militantes eufóricos e todos os discursos que acompanham o ritual de uma pauta dessa magnitude. Depois de tentar nos localizar na estrada mais uma vez, nós ainda tivemos o prazer de escrever nossas matérias em uma lan house, onde alguns garotos se divertiam durante todo o tempo exibindo suas músicas de celular esdrúxulas. Na volta, a pobre Rafaela estava cansada. Debruçou mais uma vez ao meu colo cedido de amigo que a conhece há seis anos. Eu já podia imaginar um banho quente. Foi quando minha grande amiga Rafaela nos deu uma boa notícia! Iríamos deixar ela em sua casa por conta do horário avançado. Sem problemas. Ela mora em Candeias, próximo onde Judas perdeu as botas e pra lá de onde o vento faz a curva.
Às 23h30, nossa ilíada, iniciada às 11h, tinha terminado, pensei. No outro dia, acordo dolorido. Mesmo destruído, vou à rádio cumprir minha obrigação matinal. Passo mal e, em seguida, descubro estar com uma virose que me tirou de cena por três dias. Rafaela foi solicita. Desejou-me melhoras por telefone e, quando retornei ao trabalho, ela me abraçou efusivamente, mas, em seguida, me fuzilou com os olhos ao cobrar minha reativação do plano de saúde. Em decorrência dos fatos, decidi que a primeira pergunta a se fazer, antes de aceitar uma viagem, é “Rafaela vai?”. 3월 10일 Homem, mercadoria em falta IRafaela Aguiar
"Amiga, estou 'incomível'", disse um amigo meu que, assim como as mulheres, tem sofrido muito para conseguir um homem decente e interessante. Depois dessa afirmação e de ficar sabendo que no Recife há 100 mil mulheres a mais, aconselho a todos que segurem seus respectivos amantes, ficantes, casos, namorados, noivos e maridos! Homens livres existem, mas cada um pertencente ao seu grupo, à sua tribo. Isso dificulta ainda mais a escolha da mulherada, pois, nem sempre, aquele solteiro gatão se encaixa no seu perfil. Por acaso, combina uma formiga namorar um elefante? Isso não seria nada bom para o pobre do inseto... Vejamos, uma paty pode até namorar um alternativo ou bad boy, mas será que vão se dar bem? Acredito que não! De vez em quando, vejo alguns casais de namorados andando no shopping (onde existe a concentração de pessoas mais esquisitas), por exemplo, que acabam me forçando a fazer a seguinte indagação: "o que aquela garota em cima de um salto alto, com a cara maquiada e roupa cheia de brilho está fazendo com um garoto de bermuda, chinelo e a camisa do time preferido, lanterninha da segunda divisão?" (detalhe, nada nele combina, assunto para um próximo papo). Bom, diz uma das leis da Física que os opostos se atraem. Mas, nesse caso, não será desespero? Está certo, pode ser exagero meu. Porém, antes de qualquer indagação, caro leitor, siga esta minha linha de raciocínio: em um final de semana da vida, um grupo de garotas de salto alto passeando pelas ruas do Recife Antigo, tipo rua da Moeda. Percebe-se logo que não são freqüentadoras assíduas do local. Pois, quem anda com aquelas sandálias pelos paralelepípedos? Realmente, não dá! Será que as patys estão cansadas dos boyzinhos? Hum... Pode ser o excesso do metrossexualismo (leia o texto anterior). Não sei se as freqüentadoras da rua da Moeda participam do vice-versa. Nunca às vi pelas badalações da vida. Pode ser que estejam camufladas, quem sabe! Uma invadir o território da outra... Isso não vai dar certo! Não subestime a capacidade feminina, independente da raça ou cultura. Nem queira saber do que elas são capazes de fazer por vingança ou para conquistar um homem. Para sair de noite ou passar as férias em Porto de Galinhas, elas mais parecem que vão para a guerra. Vence a luta quem mais agarrou ou saiu do local com um belo par. Ninguém quer ficar para a titia. Acredito que cada uma acabe por tirar na sorte para saber quem é a da vez. Também tem a opção da caçada: qual é a presa mais apetitosa e fácil para o predador! Deve ser por isso que vejo tantas meninas entre seus 13 e 15 anos andarem com mini-saia, aquele salto de doer as costas e decotes para tentar mostrar o que ainda está em formação. Hum... Estou sentindo que essa história está dando muito pano para manga e a coluna está ficando extensa. Na próxima, a gente fala mais! * Ilustração por Walton F. Ribeiro 8월 22일 Metrossexualismo tem limite!Rafaela Aguiar 6월 24일 Agarra-agarra no São JoãoRafaela Aguiar Sinceramente, não sei o que se passa na cabeça dos homens e, também, das mulheres quando vão para a night. Cada vez que saio, fico mais abismada com a necessidade deles quererem “exalar” masculinidade na tentativa de conquistar as fêmeas e a facilidade delas aceitarem. Sem esquecer da capacidade de registrarem, no “caderninho”, quantas vítimas (adjetivo que, atualmente, não combina mais) conseguiram. Resolvi, de última hora, ir para o São João da Capitá, no Chevrolet Hall, em Olinda, e percebi o quanto está crítica a situação. O agarra-agarra e a troca de casais, sendo que a maioria tinha a idade de quando eu ainda freqüentava shopping, eram constantes. Enquanto assistia ao show de uma banda (não me pergunte o nome) no palco principal, presenciei o momento exato do relacionamento “por dois minutos”. Percebi que o garoto estava de olho na gatinha e, como era forró, logo a chamou para dançar. Dois passinhos pra lá, dois para cá. Uma girada ali, outra aculá. De repente, ele tenta beijá-la. Mas a garota dá uma de difícil virando a cara. A cena se repete por alguns instantes. Ele, percebendo que era joguinho de conquista, pega no queixo dela e leva a boca da garota até a dele para beijá-la. Sem dificuldades, enfim, sai o beijo tão esperado. Após alguns minutos de troca de saliva, cada um foi para o seu lado. Ela continuou a jornada com as amigas e ele foi fisgar outra “vítima”. Fazia muito tempo que não dançava um forró pé-de-serra (tudo que há). Minha turma resolveu dar uma passada na Sala de Reboco. Depois de alguns minutos dançando sozinha, chega uma figura e me chama para dançar. Aceitei. Ele era até interessante, mas eu queria mesmo era ralar o bucho. Até que o cara dançava bem! Duas músicas depois, ocorre a despedida. Quando fui dar o segundo beijo na bochecha, agradecendo a dança, ele vem na direção da minha boca. Opa, o que é isso companheiro! Um segundo até que tentou. Mas, depois que o flagrei examinando todo meu corpo antes de me chamar, toquei e passei adiante. O próximo foi mais engraçado, pois acho que estava mais bêbado do que gelo no copo de vodka. Enfim, topei dançar. A figura era péssima! Ele não estava dançando, mas sim agarrando. Perguntei: “É para dançar ou agarrar?”. Ele: “Depende de nós dois!”. Ai, ai, ai... Mas teve um que chamou a atenção. Não só pelo fato de dançar muito bem e ser bonito também, mas porque agiu de forma que nunca esperava de um homem na night. Os leitores devem estar pensando: “Ela ficou com ele!” Erraram feio! Infelizmente, como todo casamento matuto, o melhor dançarino da noite abandonou a noiva no altar. Ele se foi porque tinha de tomar conta da irmãzinha que queria seguir outro destino. Oh, que bonitinho! Mas dancei tanto que compensei todo o tempo que não tinha ralado o bucho com alguém. Durante várias músicas, o cara não perguntou quem eu era, de onde vim, o que fazia. Aquele “blá, blá, blá” de sempre da conquista. Só quando o cantor deu uma pausa na seqüência que trocamos algumas palavras. Apresentamos-nos, agradecemos a dança com um abraço e, por incrível que pareça, ele me deu um beijo na testa. Para algumas amigas, a ação é típica de quem não gosta da fruta. Mas será? 5월 28일 A namorada, o namorado... e o amigo-chicleteRafaela Aguiar Após longos dias de espera, enfim, você vai rever o namorado. O corre-corre do cotidiano faz com que o contato do casal seja apenas por horas no telefone ou pela internet. Quando conseguem o contato carnal é só durante os fins de semana, por poucas horas. Então, você capricha no visual, escolhendo a melhor roupa e adereços. De repente, enquanto passa o hidratante que ele adora, o telefone toca: “Amor, temos que cancelar o cinema. Fulano chegou aqui em casa agora, de surpresa. Ele está precisando do meu computador, porque o dele quebrou. Vem para cá”. A vontade de mandar aquele amigo para o pior lugar do mundo é grande. Mas seu amor e compreensão pelo namorado são bem maiores: “Claro, querido, sem problemas”. Passam-se meses, anos e seu amado vive repetindo a mesma desculpa. Até parece um disco de vinil arranhado. E sua paciência começa a ficar desgastada ao ponto de gerar uma daquelas brigas bem feias. Tudo por culpa de quem? Daquele amigo-chiclete ou do namorado que não sabe dizer: “Cara, infelizmente, hoje não vai dar”? Nós, mulheres, sabemos que o gênero masculino é mais fiel entre si do que o feminino. Nunca um amigo dedura ou é falso com o outro – bom, cresci escutando isso. Pode parecer estranho, mas respeitam a mulher do companheiro das peladas durante os domingos ou do chopp na sexta-feira. Dificilmente, um homem tem inveja do outro, com certas exceções, claro. Mas, quando um encontro combinado há mais de uma semana foi desmarcado sem uma justificativa considerável, mulher nenhuma consegue se manter no salto – mesmo sendo a plataforma mais grossa – e chuta o pau da barraca. Então, nos perguntamos: “Esse amigo não tem o que fazer? Onde está a namorada dele?”. Se for solteiro, está sem grana e não tem com quem sair para azarar as gatinhas nas farras. Se estiver namorando, a garota parece não está dando conta do recado. Ou, então, é do tipo amigo possessivo e ciumento: “Ele é meu e ninguém tasca!”. Opa, será que ele é, será que ele é? Bom, pode ser que, para alguns, minhas definições sejam exageradas. Porém já ouvi muitas suposições iguais as anteriores e até piores. Claro que existem situações em que os amigos dos nossos namorados precisam de um ombro amigo ou até irmão. Muitos não se vêem há anos e precisam colocar a fofoca em dia. Caros leitores, homem também fofoca, mas isso é papo para outro episódio. Também não queremos acabar com aquela amizade de anos, desde o maternal, nem ser uma bruxa pior do que a da Branca de Neve ou como a madrasta da Cinderela. Também existem momentos em que a situação se inverte, gerando a amiga-chiclete. Queridos homens, entendemos que decidir entre a namorada e o melhor amigo não é nada fácil. As mulheres detestam quando as amigas ficam ausentes e recusam convites por causa do amado. Portanto, para manter um triângulo amoroso como esse, a namorada deve ter muita paciência, o namorado saber dizer “não” e o amigo-chiclete, antes de sair de casa, tomar um “semancol” ou, que tal, ligar antes de aparecer do nada? Publicado no site Nécessaire, em maio de 2006, na coluna Eles por Elas, e no site Folha Digital, em junho de 2006. na coluna Típico Pensamento Masculino (T.P.M) |
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